Criticada por usar celular em velório Globo diz que repórter foi autorizada a entrar

Diante da tragédia envolvendo jogadores, dirigentes do Chapecoense e jornalistas, um questionamento tem sido feito com relação ao limite da cobertura sensacionalista dos acontecimentos.

Muitos internautas foram às redes sociais para debater o assunto e questionam abusos, em todas as emissoras.

O mais recente alvo de críticas foi o “Jornal Nacional”, da Rede Globo.

No sábado (4), o “JN” transmitiu a cobertura do velório do time Chapecoense, e na ânsia de mostrar o sofrimento com uma “lupa” passou um pouco do ponto para alguns espectadores.

A repórter Kiria Meurer entrou no velório das vítimas com um celular, filmando tudo.

Logo depois de ter feito a gravação ela avisa que não era permitido usar câmera no local:

“A partir deste momento, a nossa câmera, com cinegrafista, não pode entrar. Então eu vou gravando com o meu celular”, disse ela, fazendo um reportagem-selfie, se filmando ao mesmo tempo em que mostrava tudo.

Para muitos, a atitude da repórter soou como desrespeito a família dos mortos, uma vez que se não era permitido filmar, essa valia também para câmeras de celular.

Os internautas não deixaram passar despercebido e foram para as redes sociais criticar o noticiário.

Tão desnecessárias essas imagens das famílias dos jogadores sofrendo feitas pelo celular da repórter do Jornal Nacional”, twittou uma jovem.

Como assim o jornal nacional entrou no ônibus da família e gravou com o celular? GENTE mds, olha a situação dessas pessoas, falta de respeito”, escreveu outro.

Após a exibição da reportagem e a manifestação dos telespectadores, nas redes sociais, é que a emissora sentiu que poderia ter efeitos negativos.

De acordo com a Rede Globo, Kiria estava autorizada a permanecer na área reservada às famílias e no ônibus da Chapecoense. Informações: KTV(R7)

mudancadeparadigmas.com