Danuza Leão se alinha à Catherine Deneuve e diz: “O Globo de Ouro me pareceu um grande funeral”

Um grupo de cem artistas e intelectuais franceses ao publicar no jornal “Le Monde” um artigo defendendo a liberdade dos homens de “cortejar” as mulheres com “paqueras insistentes” e “galanteios”, criou uma grande polêmica.

O manifesto, assinado pela atriz Catherine Deneuve e mais 99 mulheres francesas foi feito em resposta à cerimônia do Globo de Ouro, onde as atrizes participantes usaram a cor preta e fizeram do evento, palco para manifestações contra o assédio sexual.

Para a escritora Danuza Leão, as francesas estão certas: “o Globo de Ouro pareceu um grande funeral”, disse ela.

Danuza questionou o conceito de assédio e lembrou que, num flerte sexual, alguém tem de tomar a iniciativa. A colunista ainda provoca movimentos como o “Chega de Fiu Fiu” ao admitir que acha ótimo “passar em frente a uma obra e receber um elogio”.

Leia o depoimento de Danuza ao jornal O GLOBO:

O que não está claro para mim é o conceito de assédio. É uma paquera? Avanços sexuais entre homens e mulheres começam sempre de um lado. Às vezes, o outro lado não quer, e isso é normal. Como definir?

Espero que essa moda de denúncia contra assédio sexual não chegue ao Brasil. O que aconteceu no Globo de Ouro me pareceu um grande funeral. Apesar dos vestidos lindíssimos, acho que aquelas mulheres (que foram à cerimônia de preto) foram muito pouco paqueradas e voltaram sozinhas para casa.

Não acho que as denúncias de assédio possam gerar uma ‘caça às bruxas’ porque são uma coisa ridícula, para começo de história. É doloroso saber que uma mulher pode fazer uma acusação e tirar o emprego de um homem. É algo pecaminoso. Mas isso é coisa de americano. Lá eles não têm noção de sexo. É ótimo passar em frente a uma obra e receber um elogio. Sou desse tempo. Acho que toda mulher deveria ser assediada pelo menos três vezes por semana para ser feliz. Viva os homens.”

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