Deprimida, adolescente busca ajuda na web e cai no jogo Baleia Azul

A adolescente Luana (nome fictício), de 15 anos, moradora da cidade de Vila Rica, a 1.200 km de Cuiabá (MT), procurou nas redes sociais ajuda para enfrentar sintomas de muita tristeza,sem motivos aparentes,segundo a Veja.

Procurou por sites e grupos da internet até que descobriu o “jogo” da Baleia Azul (ou Blue Whale). Na realidade, a palavra ‘jogo’, não pode ser usada em um evento que leva adolescentes vulneráveis a realizarem tarefas diárias, incluindo a automutilação, ao longo de um período de 50 dias. A última etapa seria a morte.

“Luana(foto) é aluna do primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Esther Peres, a mesma onde estudava a adolescente Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, que foi encontrada morta na terça-feira (11) em uma represa, supostamente após cumprir a última tarefa da Baleia Azul. Maria de Fátima tinha cortes na coxa e braços e deixou cartas que indicam sua participação no Baleia Azul”.

Comecei a faltar da escola, deixei de fazer trabalhos importantes. Queria me isolar do mundo, estava sem ânimo mesmo”, diz a adolescente.

Foi pelo telefone que ela conheceu o jogo da Baleia Azul. “Eu nunca tinha ouvido falar. Mas começaram a falar sobre isso e enviaram links-convites. No começo, não dei muita atenção”, conta.

“Às vezes, eles apagam o grupo e mandam convite para um novo. Outras vezes, eles removem todos por segurança e mandam links novos”, diz a adolescente, explicando que muitas vezes, as conversas somem e o grupo muda de nome, voltando a falar sobre “assuntos normais”.

Na semana passada, Luana seguiu a ordem e se cortou com um pedaço de lâmina de barbear. Enviou a foto para a curadora(responsável pela coordenação) e foi aceita no grupo.

“Não sei dizer por que eu fiz isso. A partir daí, passaram as instruções, mas eu ainda não fiz nenhuma delas”, diz a estudante afirmando que muitas pessoas já fazem parte do grupo. “Nunca contei, mas são muitas pessoas, e tem gente do Brasil inteiro.”

A mãe de Luana, diz que já havia percebido mudanças no comportamento da filha, mas nunca tinha ouvido falar do Baleia Azul. Notou que a adolescente passava a maior parte do tempo trancada no quarto e que não desgrudava do celular.

Quando a gente pedia para ver o celular, ela ficava super nervosa, agressiva e irritada”, diz Sueli (nome fictício da mãe).

Ao tomar conhecimento da morte de Maria de Fátima, a mãe de Luana percebeu que a adolescente poderia estar participando do Baleia Azul.  “Fiquei em choque e comecei a ligar uma coisa à outra. Fiquei desesperada ao pensar que minha filha poderia fazer parte dessa coisa, diz Sueli afirmando que depois de muita pressão para a filha confessar o que estava havendo, ela ouviu a confirmação da filha.

“Minha ficha caiu e eu entrei em pânico. Imediatamente, tirei o celular dela e escondi. Ela ficou nervosa, ficava pedindo o celular, mas eu não devolvi”, diz. Informações: Veja

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mudancadeparadigmas.com

 

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