Em voto a favor de Temer, Gilmar ataca Janot: “Indivíduo sem nenhum caráter”

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta quarta-feira (20) ao julgamento do pedido, feito pela defesa do presidente da República, Michel Temer, para suspender o envio de denúncia apresentada contra ele à Câmara dos Deputados.

De acordo com os ministros Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli entenderam que, no caso concreto, o juízo sobre a legalidade ou não das provas deve ser realizado apenas se a Câmara autorizar a abertura de processo criminal.

Entretanto, o ministro Gilmar Mendes abriu a divergência ao entender que o pedido da defesa deve ser atendido.

Durante seu voto, Mendes não poupou ataques ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Chegou a dizer que o ex-PGR teria “um desfecho mais glorioso” se tivesse pedido “a sua própria prisão provisória”, mas que “ele não teve coragem para isso“.

 “Seria mais digno do que o que ele acabou por fazer nessas tantas trapalhadas“, completou.

Diante do excesso de críticas feitas a Janot, a quem chamou de “indivíduo sem nenhum caráter”, a ministra Cármen Lucia questionou o “por que” da atitude do ministro contra o ex-procurador geral da República, ao que ele respondeu:

Presidente, só estou fazendo essas menções ao ex-procurador-geral em nome da historicidade, porque minha religião não permite falar mal de mortos”, ironizou.

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