“Enquanto houver bambu, lá vai flecha” diz Janot sobre investigação contra Temer

O procurador-geral da República-PGR, Rodrigo Janot, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada nesta segunda-feira (07), destacou que tem duas linhas de investigação para a nova denúncia contra o presidente Michel Temer: obstrução de Justiça e organização criminosa. O procurador afirmou que “colaborações em curso podem e muito auxiliar” na apuração contra o peemedebista.

Uma coisa é a polícia relatar (a investigação sobre obstrução de Justiça concluída pela Polícia Federal). Outra coisa sou eu, como titular da ação, entender que é o suficiente. Se entender que não, vou pedir diligências. Estamos com colaborações em curso que podem e muito nos auxiliar em uma e outra investigação“, destacou Janot, sem citar os autores das delações, supostamente Eduardo Cunha e Lucio Funaro, ligados às colaborações da JBS.

Segundo o chefe do Ministério Público Federal “enquanto houver bambu, lá vai flecha“.

Janot negou que a Câmara dos Deputados tenha barrado a denúncia contra Temer, que volta a vigorar ao fim do mandato de presidente.

A Câmara entendeu que não era convenientemente o momento para o processamento do presidente. Que a Câmara agora arque com as consequências. Agora, a denúncia continua íntegra, em suspenso esperando o final do mandato“, frisou ele, reforçando sua tese que Temer deu aval para comprar o silêncio de Cunha no grampo do empresário Joesley Batista.

Tem que manter isso’ o que é? Uma compra de carne? (…) Se a gente não vive o país da carochinha, vamos interpretar o que está dito, gravado”.

Trecho do relatório da Policia Federal-

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