Justiça suíça vê indícios concretos e suficientes contra Eduardo Cunha

A Justiça da Suíça afirmou que existem “indicações concretas” e suspeitas “óbvias” e “suficientes” de que o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve envolvido em um esquema de “corrupção”.

De acordo com o Tribunal Penal Federal da Suíça, pela posição que ocupava no Congresso, o peemedebista tinha a “capacidade de influenciar” a decisão sobre negócios da Petrobras no Benin, na África, em maio de 2011.

“Cunha é réu na Justiça brasileira acusado de receber propina de contrato de exploração de petróleo no país africano e usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. A ação tramita na 13.ª Vara Criminal Federal em Curitiba, sob responsabilidade do juiz Sério Moro”.

A Petrobras pagou US$ 34,5 milhões (R$ 111 milhões, na cotação desta quarta-feira (04), em maio de 2011, pela exploração de uma área no país africano, conhecida como Bloco 4. As  autoridades suíças, afirmaram que após o negócio, foi transferido cerca de US$ 1,3 milhão (o equivalente a R$ 4,2 milhões) para uma conta no país atribuída a Cunha.

O beneficiário era N, o ex-presidente da Câmara dos Deputados“, disse o tribunal penal. O documento não cita o nome do deputado cassado e o descreve apenas pela letra N. O Estado de São Paulo apurou que a sigla se refere de fato a Cunha.

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