Pela primeira vez, o Brasil saberá o que cada aluno tem que aprender. Base Nacional Comum define que crianças saibam ler e escrever aos 7

Pela primeira vez, o Brasil saberá o que cada aluno tem de aprender

O Ministério da Educação-MEC apresentou nesta quinta-feira (6) o que poderá ser um marco na educação no Brasil.

A terceira versão da Base Nacional Comum Curricular-BNCC define que ao final do 1º ano, ou seja, aos 7 anos, as crianças já saibam ler e escrever. O documento que determina o que os alunos devem aprender em cada ano e etapa, da educação infantil ao 9º ano do ensino fundamental, segue agora para análise final do Conselho Nacional de Educação-CNE, segundo o Estadão.

O nome Base Nacional Comum Curricular-BNCC refere-se a um conjunto de definições que mostram o que cada criança do país, desde a creche até o fim do ensino médio, tem o direito de aprender em cada ano na escola, independentemente da região em que more e de sua classe social. O MEC liberou as definições para educação infantil (inclusive creche) até o 9º ano. O documento para o Ensino Médio sairá em 2018.

Atualmente, uma criança do terceiro ano de uma cidade pode saber muito mais ou muito menos do que uma criança de outra região no mesmo ano. O documento apresentado agora permitirá que escolas montem currículos sintonizados com os mesmos objetivos de aprendizagem e que as redes de ensino preparem cursos de formação para os professores com foco no que cada um deve saber ensinar de acordo com a etapa em que for trabalhar.

Veja qual o impacto que poderá ter nas salas de aula e os principais desafios de implantação desta nova proposta:

A Base Nacional Comum é um documento que determina os conhecimentos que cada criança, de acordo com o ano que estiver na escola, deve adquirir. A Base diz o que é importante que a criança aprenda, mas não diz como isso será feito. Quem define a forma de ensinar esses conteúdos é o currículo da escola, que deve ter liberdade para escolher a didática a ser aplicada.

O segundo ponto importante é que as definições da Base compõem cerca de 60% do que será ensinado em um ano. Os outros 40% ficam a cargo da definição da escola e da rede de ensino. Uma escola que quer dar mais ênfase à matemática ou ciências poderá complementar a carga horária com outras aulas sobre o tema.

A previsão do MEC é de que o modelo chegue aos materiais didáticos e às salas de aulas das redes públicas e privada em 2019.

mudancadeparadigmas.com

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