Raquel Dodge é contra o voto impresso

A procuradora-geral da República-PGR, Raquel Dodge, ajuizou nesta segunda-feira (5) no Supremo Tribunal Federal-STF ação de inconstitucionalidade contra a reintrodução do voto impresso nas eleições de outubro próximo, diz o portal G1.

Na ação, a PGR diz que o procedimento coloca em risco o sigilo do voto em caso de falha na impressão ou travamento do papel na urna eletrônica.

Tais situações demandarão intervenção humana para a sua solução, com a iniludível exposição dos votos já registrados e daquele emanado pelo cidadão que se encontra na cabine de votação. Há ainda que se considerar a situação das pessoas com deficiência visual e as analfabetas, que não terão condições de conferir o voto impresso sem o auxílio de terceiros, o que, mais uma vez, importará quebra do sigilo de voto”, escreveu a procuradora.

E continua: “ao determinar a impressão do voto no processo de votação eletrônica, a norma legal enfrenta o direito fundamental do cidadão ao sigilo do voto, inscrito no artigo 14 da Constituição”.

O relator do processo será o ministro Luiz Fux.

Como bem observou O Antagonista “os defensores do voto eletrônico “puro” têm razão: esse negócio de poder recontar voto impresso é coisa de países atrasados, como Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha…”

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