Samarco não cumpre plenamente nenhuma ação ambiental diz Ibama

A mineradora Samarco, não cumpriu, plenamente, as ações emergenciais e prioritárias que deveriam ter sido tomadas para conter a lama que vazou da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro do ano passado, segundo relatório do Ibama divulgado nesta quarta-feira (29).

Das 11 medidas definidas para minimizar o impacto ambiental da tragédia, sete não foram atendidas, e outras quatros foram cumpridas apenas parcialmente pela empresa controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton.

Quase oito meses após a tragédia, o material continua vazando da estrutura e chegando aos cursos d’água, o que pode se agravar com as chuvas.

Entre as exigências não cumpridas estão, plano de contenção para os próximos meses e de alternativas para evitar nova poluição durante os períodos chuvosos deste e do próximo ano.

“Passados sete meses do desastre, a empresa já deveria ter as ações emergenciais equacionadas dentro de um programa único de controle dos impactos continuados e de mitigação dos efeitos decorrentes“, afirma o documento, assinado pela presidente do órgão, Suely Araújo.

O relatório do Ibama diz que a documentação entregue pela mineradora “refere-se a ações isoladas sem que haja qualquer integração entre elas”.

“Diante da magnitude do desastre, não foi apresentado ainda um planejamento estratégico integrado com cronograma de atuação emergencial para ao trecho entre a área do evento e a usina hidrelétrica Risoleta Neves“.

A empresa também não definiu uma área para a disposição de rejeitos e um cronograma para a dragagem da usina, também conhecida como Candonga.

“Em análise geral, depreende-se que o evento do rompimento e seus efeitos derivados ainda se encontram em fase de contenção, até o momento não equacionada“, afirma o órgão do governo federal. Informações: Folha de São Paulo

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