Sem provas ministro da Justiça fala demais e vira alvo de ação

Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, tornou-se alvo de uma ação de reparação por danos morais, movida por um policial militar acusado por ele, sem provas, de ser o responsável por um massacre, segundo registro da Folha.

O autor da ação é Douglas Gomes Medeiros que, em setembro de 2015, foi preso sob a suspeita de ter cometido um crime em uma pizzaria de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Na ocasião, como secretário de Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes concedeu uma série de entrevistas nas quais afirmou que o PM havia praticado o delito.

Justificando que as vitimas tinham roubado e agredido a mulher desse policial, Alexandre Moraes disse:

A bolsa da mulher foi encontrada com os pertences das vítimas. E o policial, lamentavelmente, ao querer se vingar, ao invés de comunicar a polícia para que realizasse as prisões, acabou praticando esses crimes“, afirmou à TV Globo, na época.

Posteriormente, o jornal  informou que a bolsa foi achada, por acaso, em uma blitz policial na casa de suspeitos de roubos.

Diante dos fatos o próprio Ministério Público disse não ter provas suficientes para manter a acusação e o policial militar foi colocado em liberdade em abril.

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