Vídeo mostra porque os brasileiros estão afogados em sal

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Na quantidade certa, o sal dá sabor e faz bem à saúde. O problema é o consumo excessivo, exatamente o caso dos brasileiros. Ingerimos entre 10 e 12 gramas por dia.

Em excesso, o sódio contribui para o espessamento das paredes dos vasos sanguíneos e para a retenção de água no corpo – fatores que podem provocar aumento da pressão arterial, condição associada a ataques cardíacos e acidentes vasculares. Problemas cardiovasculares como esses são a principal causa de morte no Brasil.

Desde 2011, acordos firmados pelo Ministério da Saúde com setores da indústria alimentícia estabeleceram reduções graduais do sal em 35 tipos de alimento até 2017. Mas, os acordos com a indústria têm pouco impacto na dieta do brasileiro, segundo um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em 2017, depois de feitas todas as reduções já acordadas, a quantidade de sódio que consumimos terá caído quase nada, 1,5%, quando o certo seria reduzi-la pela metade.

As primeiras metas estabelecidas foram muito tímidas”, diz Ana Paula Bortoletto, pesquisadora do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Ana e sua equipe analisaram as quantidades de sódio presentes nos produtos que compõem os acordos. Perceberam que as empresas atingiram as metas de redução antes dos prazos fixados pelo governo, mas isto não foi sinal de comemoração.

A redução rápida só foi possível porque as mudanças na composição dos alimentos foram pequenas. Eles continuam com muito sódio”, diz Ana. Estudos sugerem que reduções de até 25% não alteram o sabor dos alimentos. Mas muitas metas não chegam nem aos 10% de redução, como nuggets (bolinhos de frango), cuja meta é 8%.

“Poderíamos ser mais ambiciosos”, diz Ana, do Idec. O Ministério da Saúde estima que, para alcançar a meta de 5 gramas por dia, os brasileiros teriam de tirar do prato 109.000 toneladas de sal entre 2011 e 2017.

O percentual de redução foi estabelecido em discussões entre o governo e a Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação (Abia), uma organização que representa cerca de 80% do setor.

Novas metas podem sempre ser discutidas e repactuadas, desde que levem em consideração a função do sódio nos alimentos e os desafios técnicos e tecnológicos envolvidos em sua redução, retirados ou substituição”, afirmou a Abia em nota.

O sal também é usado como conservante e em processos industriais para evitar que certos insumos grudem nos equipamentos. Informações: Época

mudancadeparadigmas.com

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